Do Avesso
AGO27
Preparei a minha tela
Com pedaços de lençóis que não chegamos a sujar
A armação fiz com madeira
Da janela do seu quarto
Do portão da sua casa
Fiz paleta e cavalete
E com lágrimas que não brincaram com você
Destilei óleo de linhaça
Da sua cama arranquei pedaços
Que talhei em estiletes de tamanhos diferentes
E fiz, então, pincéis com seus cabelos
Fiz carvão do baton que roubei de você
E com ele marquei dois pontos de fuga
E rabisquei meu horizonte
Rabisco eu em você!
Do Avesso
* Dentro...Em mim*
Lábios de Ressaca
* Chão sem fundo*
* Herança *
** São só algumas co...
Foi á Virada
Quem foi que disse q...
*¨¨¨*¨¨¨*Hoje é o di...
---♥-----ϖ...
*¨*¨*A-Mar *¨*¨*
#¨#È porque é./Não a...
E desde que deixamos de ser canetas sem tinta,
27/08/2007 · 12:46rabiscando incansavelmente na mesma linha finita.
E até se rasgar o papel, se inverter a intenção: fica o dito por não-dito.
Tanta palavra. Tanto desenho.
Tantas cores inventadas...
Até entender de onde vieram flores que ninguém percebe, que ninguém quer perceber.
Hoje aqui fez sol.
Não há o que desenhar...
Desde que me resolvi por ser do mundo-de-vento.
Correr...
Desde que inventei de ser caneta sem tinta.
"E o coração que nem sei..."